Um conselho aos design thinkers


Não há nada como o momento em que você chega à resposta para o problema de um projeto. No entanto, nesse momento, há sempre o risco de formar um elo emocional. Essencialmente, podemos abdicar da nossa habilidade de ver além da "solução perfeita" que acabamos de criar.

Arthur Quiller-Chouch, um jornalista britânico, crítico e novelista uma vez disse "Assassine seus queridos"- em inglês, "Murder your darlings". Apesar de essa frase ter sido destinada a escritores amadores, acredito que é igualmente relevante para designers.

Se você realmente ama tudo sobre o seu projeto, é porque você tem o que chamo de "cegueira do design." Você perde a habilidade de ser objetivo sobre o seu trabalho. Você perde a habilidade de criticar honestamente e sem preconceitos. Isso geralmente significa que eles podem não ser tão "perfeitos" como você pensa que são.


Então nós devemos automaticamente abandonar qualquer projeto ao qual nos sentimos ligados?

Sim. E não.

Sim, por conta da falta de objetividade e do potencial para aquilo que desgasta seu melhor julgamento para o restante do projeto. Sim, porque você vai começar a projetar coisas que podem não ter sentido além de apoiar seu "querido". Sim, porque há quase sempre uma melhor solução esperando por você, uma vez que você se livra do seu "querido".

Não, porque o processo de criar esse "querido" de um projeto é extremamente importante para o processo como um todo. Não, porque pode ser realmente bom. Não, porque somos humanos, somos irracionais e emocionais e às vezes é exatamente isso que é preciso para encontrar a solução correta. Não, porque talvez, só talvez, outros também irão amar.

Ser capaz de cortar suas amarras emocionais com as coisas que você cria é sinal de um designer maduro. Isso é essencial em qualquer processo de design colaborativo e pode abrir a porta para descobrir respostas que você não veria de outra maneira.

Por último, tudo se resume a este pequeno conselho que li em um recente tweet de Naz Hamid (atribuído a Scott Robbin): "Mate seu queridos. Depois você os recupera."

[Traduzido e adaptado de 52weeksofUX ]

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