As mesas de grandes criativos mostram que o ambiente de trabalho offline ainda importa


Assim como nossos escritórios de hoje não se parecem nada como era há 50 anos, nossas mesas de trabalho também passaram por transformações. Estamos amontoados em espaços menores, computadores tomaram o lugar das máquinas de escrever e até o termo "mesa de trabalho" ganhou outro sentido. Mas quando o fotógrafo Anton Rodriguez e o editor Jonathan Openshaw investigaram as mesas dos maiores criativos de Londres, ficaram surpresos em ver que algumas coisas permaneceram as mesmas.


A mesa de Sevil Peach, fundador do Sevil Peach Studio

Para criar a instalação de fotografia DeskTop, exibida no showroom Walter Knoll em Londres até 30 de novembro, Openshaw e Rodriguez visitaram os escritórios de arquitetos, editores, designers e curadores. Eles descobriram que as mesas pessoais ainda são uma parte importante da cultura do trabalho - e as pessoas gostam de preenchê-las com objetos significativos e ferramentas que os ajudam no trabalho.

"Embora nossas vidas estejam se tornando cada vez mais digitais e gastemos mais de dez horas por dia grudados em uma tela, nosso apego ao físico não está diminuindo," disse Openshaw à Co.Design.

"No final do dia, humanos são animais físicos - somos táteis, nós precisamos nos relacionar. Não podemos existir em bolhas de realidade virtual. Ferramentas digitais são coisas maravilhosas e a tecnologia avança nosso potencial e rendimento de forma massiva, mas acho que sempre haverá lugar para madeira, papel e tinta na forma com que trabalhamos com ideias e damos saltos imaginativos."

Por exemplo, Sir Nicholas Grimshaw, um arquiteto, e Yana Peel, CEO da Serpentine Galleries, ambos usam suas mesas com frequência para reuniões. Eles ainda encontram meios de expor livros e coisas que são importantes para eles. No caso de Grimshaw, um modelo arquitetônico e um modelo em escala de uma cadeira Eames. Peel tem um vaso de flores frescas. Tony Chambers, editor da Wallpaper, preenche sua mesa com canetas, livros, um organizador de papelaria e uma lupa - símbolo do trabalho detalhista que ele faz.

"A exposição faz com que pareça que estamos bancando os detetives. Como cada imagem está focada na parte de trás de uma cadeira vazia posicionada no centro, o espectador é encorajado a imaginar a pessoa que saiu do quadro e pensar o que este espaço diz sobre ela," disse Openshaw.

Então se você quiser pensar mais como um criativo, faça como eles fazem e cerque-se de coisas que você ama.

Saiba mais sobre a exposição no site da Walter Knoll.

[Texto traduzido e adaptado de Co.Design]

#criatividade #inovação #design #designthinking

10 visualizações